Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005

O nosso fado

Crença para uns, banalidade para outros o destino é várias vezes invocado quando algo fora do comum ou diferente acontece na vida dos mortais.

Destiny.jpg

O emprego desta palavra (destino) não é novidade nem muito menos inovação. Existe desde sempre e justifica ou satisfaz a maior parte dos mortais relativamente a determinados factos, ou situações, no decurso das suas vidas.
Analisemos então a questão:

Para os crentes (no destino) um mortal está pré destinado para algo ou alguma(s) coisa(s) durante a sua vida. Ou seja, não seria “o destino” mas sim “os destinos” . Seria difícil contabilizar, quantificar quantos destinos existiriam na vida duma pessoa. Toda a acção ou situação teria que ser englobada na categoria “destino”. Desde a situação/acontecimento mais banal ao mais elaborado ou diferente; tentarei explicar;

- Acordou demanhã (1 destino)
- Tomou café (outro destino)
- Tomou banho (mais um destino)
- Saiu para a rua (outro)
- Foi para o trabalho (outro)
- Fez sexo com a vizinha(o) que é modelo (bem apreciado)
- Ganhou a lotaria (mais um daqueles que todos gostariam)
- Etc, etc.

É evidente que entre cada acção aqui descrita estão infinitas outras acções.
Ou seja os, dias, semanas, meses e anos seriam repletos de destinos.
Como é obvio um crente não pode desassociar “os destinos” mais importantes dos menos importantes. Ou seja, tudo seria o destino.
Atribuindo então, infinitos destinos para cada indivíduo e multiplicando pela número população mundial, e pela média de vida de cada um teríamos então um “caos” de destinos.
É uma hipótese difícil de imaginar, mesmo para entidades divinas.

Os mais pragmáticos não acreditam no destino, ou dizem que cada indivíduo “fabrica” o seu próprio. É sem dúvida a situação menos interessante. Os mortais deixam de acreditar na “magia dos acontecimentos” e conduzem os seus acontecimentos a seu belo prazer. Quanto muito acreditam somente num destino. O final, o finamento. São donos e senhores das acções e reacções.

Ora então no que é que ficamos?
Talvez na crença de cada um, desde que torne a vida mais benéfica.

Celebremos então, o fado de cada um.

habent sua fata libelli
(Os livros têm o seu destino)

Fiquem bem,
publicado por Zeus às 10:49
link do post | comentar | favorito
|
16 comentários:
De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2005 às 16:56
cabrõesmiguel
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 17 de Fevereiro de 2005 às 13:34
Montellano uma parte do nosso destino somos nós que o alicerçamos e fazemos, pois também depende da interacção com os que nos rodeiam. Não depende exclusivamente de nósyulunga
(http://yulunga.blogs.sapo.pt)
(mailto:yulunga1@sapo.pt)


De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2005 às 10:51
fado soa-me a fatalidade e esta soa-me a resignação...brrrr!trintapermanente
(http://malmenos.blogspot.com/)
(mailto:hello1970@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Fevereiro de 2005 às 15:06
A Igreja deve ser Ùna e Santa...

Está na hora da igreja e dos cristãos únirem as mãos e repúdiarem definitivamente a banalização da união de facto entre homosexuais....

Não somos contra os homosexuais, somos contra o homosexualismo...

Não somos contra os toxicodependentes , somos contra a droga...

Não somos contra as mães que abortam , exigimos condições de vida para elas disporem de outras opções...

Esta semana deve servir de reflexão , agora que esta garantida coligação governamental que certamente vai banalizar todos estes aspectos....

Vamos dizer não á imoralidadeliebchan
</a>
(mailto:liebchan@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Fevereiro de 2005 às 00:18
Concordo com você, Zeus. Cada país tem seu fado. E cada pessoa tem seu fardo. Estamos todos fardados. Risos.Robson Marcos
(http://www.doutomundo.weblogger.terra.com.br)
(mailto:marcostear@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Fevereiro de 2005 às 00:15
SEmpre acreditei (como os românticos) que o que acontece, de bom ou de mau, ao ser humano é fruto das suas acções, das suas paixões...nada tem a ver com o destino...[convencei-me do contrário..]
Jinho, BSHellblueshell
(http://blueshell.blogspot.com)
(mailto:sengelo@mail.pt)


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 23:07
Segunda feira vou concorrer no concurso nacional de professores!Vou concURSAR! Vou ser um número!
O meu destino mais provável é foder-me!
Foda-se o destino!!
Custa a construir!Boi da Pérsia
(http:\\stor.blogs.sapo.pt)
(mailto:troncolopes@sapo.pt)


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 17:58
Zeus devia estar muito embriagado quando fez o mundo...zumzum
</a>
(mailto:zum_zum@iol.pt)


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 17:58
Zeus devia estar muito embriagado quando fez o mundo...zumzum
</a>
(mailto:zum_zum@iol.pt)


De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 17:58
Zeus devia estar muito embriagado quando fez o mundo...zumzum
</a>
(mailto:zum_zum@iol.pt)


Comentar post