Quinta-feira, 28 de Outubro de 2004

Aquilo

A prosa hoje é mais do que parece.

chuva.jpg

É conhecida a influência do tempo no estado de espirito dos mortais.
O sol favorece a boa disposição e estimula os neurónios para o humor.
A chuva, este tempo cinzento, carregado de negativismo, induz o espirito a estados menos alegres.
Grande treta esta desculpa fajuta!
É engraçado como os mortais rapidamente se agarram aos costumes para justificar algo fora do chamado circulo normal.
Foram os antepassados que nos transmitiram esta arte. E nós ensinaremos aos vindouros. Aquilo que justifica tudo e todos pois assim estamos habituados. Os costumes.
As sociedades não os sabem filtrar (aos costumes).
A real aspirina dos mortais.

castigat ridendo mores
(Corrige os costumes sorrindo)


Fiquem bem,
publicado por Zeus às 11:54
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2004

Aqui, tudo se permite

pinoquio.jpg


A mentira, a vulgaridade e o oportunismo brotam por essas bocas fora qual cogumelos em campo bafio.
Cada vez mais se assiste a um rol de mentiras de tudo e para todos.
E os mortais, impávidos e serenos assistem...
Mentir está na moda, já faz parte da maneira de ser de cada um. Eles (os mortais) aceitaram-na. Enraizaram-na (à mentira) na sua forma de ser e estar. A mentira desperta a curiosidade, atrai o popularismo.
É a merda da teoria das massas!

Mente-se para ganhar credibilidade entre os demais;
Mente-se para fugir às responsabilidades;
Mente-se para livrar o “coiro”;
Mente-se para ser popular;
Mente-se por oportunismo;
Mente-se por interesse;
Mente-se para ocultar a verdade;
Mente-se para difamar;
Mente-se porque é sempre mais fácil;
Mente-se porque simplesmente se mente.

No jornal, estão lá todas! As mentiras dos outros. Na tv nem se fala.
Todos irão concordar com a prosa, é certo. Mas e parar a avalanche?
É este o ninho que construímos para os vindouros e mais jovens? Estamos assim, tão facilmente a mudar a nossa sociedade?
Sim, eles mentem! Eles, os mentirosos! E nós? Não mentimos também? Quando permitimos que elas (as mentiras) se acomodem?
É a sociedade das permissões.


mendaci ne verum quidem dicenti creditur
(Não se dá crédito ao mentiroso nem quando ele diz a verdade)


Passem bem,
publicado por Zeus às 10:26
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2004

Os colunáveis

Glamour.jpg


Ser colunável não é iniquidade. Aparecer nas ditas revistas cor de rosa que dissecam a vida das pessoas não é pecado capital nem nada que se pareça. Ser prepotente, cagão e com manias também não é coisa lá muito grave. Enfim, cada um preenche o seu tempo da melhor forma que acha. Excita o seu ego como bem entende, faz as figuras que bem lhe apetece.
Perverso e pecaminoso, meus caros mortais, é aquele mortal (estou a generalizar) que para além do fardo da “colunisse” transporta também o carrego da cultura, do bem saber, da boa educação, da sapiência suprema e altaneira. Isso sim! Irrita como o caraças! Por esta ou aquela razão, os mortais mais expostos ao mundo dos media são sempre associados a seres duma cultura extrema, uma delicadeza e sensibilidade infinita. Bom...não posso generalizar, como é óbvio. Mas em regra “colunisse” implica directamente os atributos atrás referidos. Mas porquê, meu Zeus?
A resposta é demasiado simples e clara. A culpa é do “pobão”. O “pobão precisa de acreditar que aqueles que sobressaem são os que devem orientar e fornecer as directrizes para as suas vidas. São eles (os tais) que ditam a moda da sapiência e cultura.

São estranhos estes mortais.

fama volat
(a fama voa)


Um óptimo fim de semana para todos vós.
Deixem as revistas e as novelas, orientem-se pela vossa cabeça, e divirtam-se (aqueles que ainda não o fazem)!
publicado por Zeus às 12:07
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2004

O busto da Eva e a pimenta de pacote

A imagem é de Armand Lluent. Pertence a uma colecção muito interessante chamada: “ La expulsion del paraiso”.


bust_eva.jpg


Todos os mortais, e não me venham cá com histórias, gostam de “apimentar” um pouco a sua vida. Seja ela (a pimenta) refinada, em grão, com mistura de especiarias ou simples, em pacote. Mas o picante tem que lá estar. Talvez a maçã que a Eva usou para a sua libertação e iniciação na vida de luxuria e prazer também a contivesse (à pimenta). Sim, as maçãs nessa altura eram picantes. Assim o afirmou a serpente, aquando da sua tentativa (bem sucedida), prometendo a vida eterna e celestial.


eritis sicut dii
(sereis como deuses)


Fiquem bem,
publicado por Zeus às 09:17
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2004

São simples degraus

escada_1.jpg

Durante o percurso ascendente (do nascimento à morte) da vida de um mortal, deuses inclusive, diferentes fases de aprendizagem, estados de espirito, equilíbrio e desequilíbrio vão sendo experimentados. Surgem resultantes de situações e ocasiões.
A questão está na auto- afirmação e confiança gerada.
Há pessoas com mais carisma que outras, não duvido. Há pessoas que por este ou aquele motivo não passam despercebidas, transmitem algo de diferente. Há pessoas passivas, activas, afectuosas. Há pessoas tímidas, extrovertidas, introvertidas. Pessoas propensas à alegria, ao humor, outras mais reservadas, infelizes, felizes, frustradas, capazes, incapazes. Há pessoas de todos os tipos, de todos os feitios.
O importante é saber lidar com o piso em que estamos e encarar os próximos degraus na escalada da vida. De forma a chegar ao topo e sentir aquela sensação única de satisfação.

Celebremos então a vida, a nossa vida!

grande mortalis aevi spatium
(grande espaço da vida de um mortal)

Saudações para todos vós,
publicado por Zeus às 10:30
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2004

Recordemos o passado

relogio.jpg


O tempo controla e condiciona a vida dos mortais. O “tique tac” interrupto do relógio marca o compasso da vida, define estratégias, modos de ser e estar. Formas de encarar a vida terrestre.
Mas é o passado (que um dia já foi presente e futuro) que confere estrutura moral e espiritual no decurso da vida dos mortais. São os encontros, desencontros, atropelos de situações, de pessoas e ocasiões que duma forma implícita induzem o “eu” de cada um.
O passado reflecte-se na linha de cima desta prosa, no ontem, no há bocado.

O futuro, depende em muito do presente, que já foi passado, de cada um.

Hoje, inicio de fim de semana, vamos despender algum do tempo precioso e reflectir calmamente. Pensar naqueles que no passado tiveram algum significado na nossa vida. Aqueles que condicionaram duma forma positiva o nosso percurso e forma de estar.
Se esses (aqueles) ainda estiverem vivos, quiçá, perdermos algum do nosso tempo precioso e voltarmos a falar com eles. Lembrar-lhes da importância, do significado que outrora tiveram na nossa vida e que por este ou aquele motivo foram esquecidos.

Celebremos então o nosso passado presente e futuro!


in posterum, praesenti
(No futuro, o presente)


Fiquem bem,
publicado por Zeus às 14:32
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2004

As massas

contest.jpg

Por vezes a necessidade leva-me a visitar grandes superfícies (dizem que Zeus está em todo o lado, de maneira que isto é uma correria).
Este fim semana desloquei-me ao colombo a fim de comprar um livro, parece-me uma boa leitura. “Queimada Viva”, é um relato da vida duma adolescente numa pequena aldeia da Cisjordânia. Costumes, tradições opressões a que as mulheres são sujeitas e um final quase trágico da moça. Bom, mas não é disso que quero falar.

É impressionante a quantidade de famílias que escolhe um centro comercial para passar uma tarde de domingo. Lá estão eles, mãe, pai, filhos. Sorridentes e deslumbrados pela magnificência do local. Nada tem de mal, não critico a opção que cada um tem para passar os seus tempos livres. Embora, tenha a plena convicção que existem locais muito mais aprazíveis para um qualquer mortal se divertir, ou educar os seus filhos.
Mas olhar para aquelas “hamburgarias” repletas de mortais famintos por carne picada maionese, mostarda, ketchup e batatas fritas congeladas faz estremecer qualquer um. Faz-nos pensar nesta cultura lapidante de “fast food” que cada vez mais se entranha no modo de vida dos mortais. Esta busca incessante do que está na moda. A teoria das massas.


Se as famílias permitirem que esta cultura as domine, acabarão gordas, viciadas, arruinadas, com casas cheias de trastes e sem tempo para nada.
“Mary Pipher”


consuetudo est altera natura
(O hábito é uma segunda natureza)


Sejam saudáveis de corpo e de espirito, fiquem bem.
publicado por Zeus às 08:48
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2004

O silêncio é de ouro as palavras de prata

Commedia_dellarte.jpg


O barulho, agitação demasiada, podem causar neuroses, desequilíbrio. Leva à superficialidade, esvazia, rouba a reflexão, o aprofundamento. Causa doença em muitos corações.


“Paciência, vais ver que isso passa”, “vais melhorar”, melhor ainda; “o tempo cura tudo”, etc e tal são as frases comuns que qualquer mortal tem guardado na sua carteira da sapiência e do bom saber. A qualquer momento, facilmente se retira e espeta-se na cara do interlocutor, do amigo(a) do familiar que normalmente está em sofrimento, depressão ou em qualquer estado menos bom da sua existência.
Pois..é complicado...não sei que diga..Elas (as frases feitas) existem em abundância e estão ai prontas a ser utilizadas ao mínimo sinal de desleixo por parte de algum mortal. Ora porra! Se, as frases feitas são do conhecimento geral por que raio as utilizam? Todos já as conhecem de cor e salteado! O mundo está cheio delas!

É por isso, meus caros amigos, que por vezes o silêncio é de ouro e vale por muitas palavras banais.
Por vezes basta a presença de espirito corpo e mente.

Dizem que a vida dos mortais é uma comédia de arte (mais uma das tais).
Celebremos então, o silêncio da comédia!


auro suadente, nil potest oratio
(Se o ouro persuade, nada vale a palavra)


Fiquem bem,
publicado por Zeus às 09:41
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004

O círculo perfeito e a puta da rotina

circulo_1.jpg

Círculo; a forma geométrica perfeita, símbolo da eternidade, sem começo nem fim.

A puta da rotina corrói e corrompe o equilíbrio emocional dos mortais.
Ela (a puta da rotina) surge quando determinada tarefa, modo de vida ou pensamento é repetido ciclicamente até se acomodar no consciente de cada um.
Normalmente, quando o mortal se apercebe desta situação, é tarde demais. A rotina já se encontra encrostada, como uma lapa agarrada à sua rocha. A alma e o espirito encontram-se então, assolados por pensamentos rotineiros.
E as consequências são terríveis. Na tentativa desesperada de quebra deste círculo muitos mortais tomam atitudes irreflectidas. Casais separam-se, mudanças bruscas de atitude, depressões, frustrações, insatisfações, desânimo laboral, mal estar geral, e por vezes, tragicamente, o suicídio.
É muito complicado distinguir se o círculo (a doença) já faz parte da vida dos mortais. Mesmo quando se fazem ou sentem coisas diferentes no dia a dia. Muitas vezes o que não é comum, banal, corriqueiro passa a ser rotineiro, depois de realizado muitas vezes (a ver: artigo de 07 Maio 2004 “Desilusão”). É de facto uma armadilha, este circulo perfeito.



ex informata conscientia
(Com a consciência informada)



Um óptimo fim de semana para todo vós, aproveitem para fazer algo fora do círculo!

publicado por Zeus às 09:40
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