Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Mas...

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A prosa hoje tem muito que se lhe diga. Contudo, entretanto, no entanto, porém e todavia, depende da interpretação de cada um.

São os “mas..” da vida. Aqueles que estão sempre presentes no consciente ou inconsciente de cada mortal.
Raramente algo se torna concreto, exacto antes de passar pela fase do “mas...”. Aceito, mas....; sim, mas...; olha, vou lá, mas...; mas.., mas...
Anda na boca de toda a gente, proliferando na vida, como girassóis prontamente preparados para se voltarem para o astro raio assim que os primeiros raios matinais lhes tocam as pétalas.
Duma forma subtil ou propositada o “mas..” convive com cada ser mortal, qual lapa encrostada à sua rocha. Nasce e renasce várias vezes consoante as situações, disposições, exposições e conjunturas de cada um.
Abrir a mão e arremessar um “mas..” é prática corrente, ninguém estranha ou receia. Basicamente todos estamos preparados para os enfrentar.

Como é óbvio tudo seria muito mais simples se o dito fosse abolido, ou pelo menos utilizado somente em circunstancias muito especiais! Mas...isso seria querer demais.


Minimum vivit, qui nil quam vitam cogitat
(Vive muito pouco quem só pensa na vida)


Fiquem bem,
publicado por Zeus às 11:49
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12 comentários:
De Anónimo a 30 de Janeiro de 2006 às 12:06
Mas.. este Zeus não pára de nos supreender. Beijinho da loira. Ruth
</a>
(mailto:ruth_blonde@sapo.pt)


De liliana a 10 de Maio de 2007 às 13:31
boa tarde,
os seus textos são prufundos.
mas...
vou continuar a estar atenta, profundidade é o que falta a muito boa gente.

liliana


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